Blog do Jo - Últimos Posts http://www.amplay.com.br/Blog O Blog do Jo. :-) pt-br Jo Leal - www.amplay.com.br Blog do Jo http://www.amplay.com.br/blog/img/amplay_150.gif http://www.amplay.com.br/blog 6/3/2010 20 <![CDATA[Walter e o despreparo dos jogadores no Brasil]]>
O atacante Walter, do Inter, simplesmente não apareceu nos treinos e nem tampouco deu explicações ou atendeu aos chamados do clube, mesmo morando a poucas quadras do Beira-Rio.

Walter tem 20 anos e ganha algo entre 15 e 20 mil reais por mês. É semi-analfabeto e se recusou a ir ao colégio que o clube pagou, assim como negou também a ajuda de uma professora particular.

Veio do Recife, onde mora sua mãe e o resto de sua família. Pois bem, procurada pelos jornais, a mãe do atleta disse que não tem recebido dinheiro do filho e que não tem condições nem de pagar as contas básicas (água, luz, gás...).

Vejamos: quem, com 20 anos e sem estudo, ganha isso por mês? Ninguém. Profissionais formados, com pós-graduação, encaram o mercado de trabalho ganhando às vezes em um ano, o que o Walter ganha em um mês. Para jogar bola.
Só o que ele tem a fazer é treinar e eventualmente, jogar alguns minutos (ele antes desse rolo era reserva no time do técnico Fossati).

E ainda, mesmo ganhando esse valor absurdo (maior que 99% da população brasileira), Walter não vem mandando dinheiro para sua família no Nordeste, a ponto deles estarem passando necessidades por lá?

O que passa na cabeça dum cidadão destes? Não ter estudo é uma coisa. Ser burro, é outra. Eu, com meus 30 anos recém completados, graduação em Ciência da Computação e MBA em Gestão, pelo valor que o Walter recebe treinaria todo dia, depois do treino trabalharia no administrativo do clube e se precisasse alguma ajuda para a obra de remodelação do estádio para a Copa de 2014 ainda seria voluntário.

Outro que não dá bom exemplo é o atacante Adriano "Imperador", atualmente no Flamengo. Depois de ano passado ele sumir da Itália, onde ganhava MAIS DE UM MILHÃO DE REAIS POR MÊS, foi "visitar os amigos" e ficou quase um mês num morro carioca.

Passado isso, voltou a jogar bem, marcar gols, ser chamado pelo Dunga para a Seleção, estaria totalmente recuperado, e coisa e tal.

Pois bem, essa semana sumiu do Flamengo, e segundo a própria noiva, ele teria ido a um baile funk com outros jogadores, onde a noiva teria feito um escândalo.

Adriano já não é mais tão guri como Walter. Mas provavelmente, da mesma forma que o jovem atacante colorado, não tem estudo também.

Algum tempo atrás o atacante francês Thierry Henry deu uma declaração polêmica sobre o futebol brasileiro, dizendo que aqui, ao contrário dos outros países, o futebol é mais evoluído porque as crianças deixam de estudar para jogar bola.

A declaração pareceu preconceituosa para alguns, mas não tiro a razão do francês. Nas ricas ligas americanas de futebol (americano) e basquete, os jogadores chegam aos clubes depois da faculdade.

Pouca gente sabe, mas Michael Jordan, o Pelé do basquete, é advogado. Enquanto isso, tirando casos de exceção como Sócrates e Tostão (que se formaram em medicina) ou mesmo do ex-goleiro do Inter João Gabriel (hoje advogado), os jogadores brasileiros em sua maioria não se preocupam com o estudo, já que o futebol dá uma renda maior que qualquer carreira "convencional" no nosso País.

E não há nada que nos faça acreditar que esse quadro pode ser revertido, mesmo a médio e longo prazo.

Em tempo, muitas meninas também largam os estudos para se dedicar à carreira de modelo, que assim como a de jogador, também é curta e paga muito bem. E outra atividade que paga muito bem no nosso país e não precisa de estudo é a política, vide nosso presidente que também nunca foi muito chegado aos livros e cadernos.]]>
<![CDATA[Meus dias em Londres]]>
Fiz uma espécie de pesquisa indireta, com umas 50 pessoas que já foram à Londres, à Inglaterra ou mesmo à Europa.

Juntou-se à isso o que conversei com amigos que moram atualmente lá.

Estava convencido que possivelmente gostaria da experiência.

Por questões de trabalho e pessoais, acabei me decidindo mesmo a ir apenas no começo de fevereiro. Com a ajuda maravilhosa da Ciça, da Zaffari Turismo, comprei as passagens e fiz o câmbio muito rápido, e sem precisar sair do lugar. Tudo pelo e-mail e MSN.

Onde ficar? Procurei em comunidades do Orkut de brasileiros que foram ou moram em Londres, falei com dois amigos que já foram pra lá e fiquei entre duas opções de hostel: acabou vencendo o melhor localizado, apesar de pouca coisa mais caro, o Generator.

Passagem marcada para saída de Porto Alegre dia 16, chegada em Londres na manhã do dia 17. Volta com saída dia 24 de lá à noite e chegada na manhã do dia 25 aqui na capital do chimarrão.

Tudo pela TAM, voos tranquilos entre POA-SP e SP-LON.

Chegando lá, uma fila gigantesca para a imigração. Era a babel em forma de fila, gente de tudo que é canto do mundo dando explicação para entrar (ou não) em terras britânicas.

A senhora que me entrevistou na imigração tinha cara de bunda, e me fez perguntas (muito) estúpidas, como o que eu queria ver em Londres e se eu sabia que tipo de museu era o Madame Tussaud's. Resolvido isso, passaporte carimbado, era o momento de pegar as malas e se achar na cidade.

Por sorte minha, meu amigo Fernando e a Cintia estavam me esperando na saída do desembarque. Primeiras providências, o Fernando me emprestou um Oyster card (cartão para uso no transporte público - trem e ônibus) e um chip da O2, que coloquei no outro celular que levei - o da LG! - e que dava direito a 50min de ligações pro Brasil colocando 10 libras de crédito.

Primeira parada, largar as coisas no hostel. Me impressionei positivamente. Lugar legal, boa atmosfera. Quarto pequeno, como esperado, mas limpo e simpático.

Largamos as coisas lá e fomos para o centro, onde comemos o tradicional rango inglês "fish & chips", que é um filezão de peixe frito com batatas fritas. Se tivesse arroz, era uma "à la minuta".

Nos demais dias após a quarta, o Fernando trabalhava, e não seria eu que ia atrapalhar a vida dele por lá. Comecei a dar banda por tudo sozinho, o sistema de metrô deles é à prova de idiotas. Muito simples e prático.

Visitei o Tate Modern, onde conheci pessoalmente a Cynthia e a Roberta, tirei fotos na frente da Catedral de St. Paul, fui a outros museus, pontos turísticos e tal, que vou contar por aqui aos poucos, até pra esse post não ficar muito grande (e também porque hoje é meu aniversário!).

Conheci muita gente, principalmente no hostel, onde tive como companheiros de quarto um alemão procurando emprego, um tiozão inglês apaixonado por musicais, uma australiana, um tiozão espanhol que estuda a lingua inglesa, um italiano que pouco falou, e outro australiano guia turístico que praticamente nada falou. Fora suecos, franceses, espanhóis, japoneses, chineses, portuguesas, e até brasileiros que se conhecia no saguão ou no bar.

Mas, resumidamente, foi uma baita experiência de vida, estar sozinho a 11000 km de casa, ver novas pessoas, novas culturas, um idioma que faz parte do teu dia-a-dia indiretamente, mas que não é o que tu vive...

O lugar é lindo, dá vontade de voltar, e até mesmo de ficar por lá. É literalmente, outro mundo, e diferentemente daqui do Brasil, lá as coisas funcionam.

Em breve escrevo aqui mais sobre tudo isso, de lá, atualizava as novidades pelo meu Twitter, já que meu acesso à internet era unicamente no meu celular, o N95 guerreiro.

Já postei fotos no Fotolog, Orkut e Facebook também.

E antes de terminar, meu agradecimento a todos que me mandaram mensagens nesses 9 dias que fiquei fora de casa, seja por e-mail, sms ou twitter. Valeu! :)]]>
<![CDATA[O outro Pato]]>
Eu, particularmente, não tenho nada contra os atuais goleiros colorados. Lauro tem seus momentos de baixa, mas normalmente não compromete. Muriel e Agenor sempre estiveram nas seleções brasileiras de base.

Mas duas dúvidas circundam essa possível contratação: o excesso de estrangeiros no time e a idade do arqueiro argentino.

Bom, eu tenho minhas teorias. Um dos dois argentinos (Guiñazu e D'Alessandro) pode, das duas, uma: estar se naturalizando brasileiro (como já fez o uruguaio Sorondo) ou estar deixando o Inter.

Quanto à idade, o Inter já teve suas conquistas com arqueiros veteranos. Que o diga Clemer, que já chegou ao Beira-Rio com 34 anos e foi multicampeão pelo colorado.

Outros exemplos históricos são os de Manga, que chegou ao Beira-Rio já com 37 anos e foi bicampeão brasileiro, e também do paraguaio Roberto "Gato" Fernandez, que jogou aqui já com 38 anos, sendo campeão da Copa do Brasil.

Manga jogou até os 45 anos. Fernandez até os 43. Clemer, até os 41. Abbondanzieri tem 38, e na bagagem três títulos de libertadores e dois da copa intercontinental.

Talvez ele nem venha, mas se vier, vai ser um bom acréscimo de qualidade e experiência no time que busca o bi da América. :)]]>
<![CDATA[Rá-tim-bum do mal?]]>
Já ouvi de algumas pessoas algo como "maldita inclusão digital". Mas não tem nada a ver. Pelo contrário, até. Muitas vezes recebo estes absurdos de pessoas com um nível de educação: advogados, nutricionistas, militares.

As pessoas não fazem questão nenhuma de saber daonde veio a desinformação e saem repassando.

Uma busca simples no Google normalmente resolve tudo. Os "rins roubados no shopping", as "agulhas com HIV nos cinemas", o "concurso de comer baratas", o "leite reciclado", e tantas outras barbáries que a gente vê por aí. E pior, que tem gente que acredita!

Ontem recebi de uma amiga advogada uma que nunca tinha visto. (Mas que o Google me disse que é antiga.)

Alguns trechos:

"RATIMBUM É uma palavra mágica usada pelos magos persas na Idade Média.
Em rituais satânicos, elas eram pronunciadas assim e ao contrário fazendo o mestre dos magos surgir das cinzas e realizar os desejos de quem os proclamou.

Por muito tempo cantamos inocentemente um "parabéns" pra alguém que está aniversariando. Mas até aqui tudo bem. O que muitos não sabem é que depois da música vem um tal de ratimbum (isso significa: eu amaldiçoo você)..."


E continua:

"... Existiu até certo tempo um programa infantil numa determinada emissora de TV (castelo Ratimbum) que significa "castelo da maldição" ...

Pô, na segunda frase já tem um "mestre dos magos". Várzea total. (Caverna do Dragão feelings)

E uma busca no Google mostra que a expressão só existe no Brasil, então como seria algo dos "magos persas"?

Rá-tim-bum é uma simples onomatopéia, a imitação de um som, de bandinha/fanfarra. A caixa faz algo como "TARARÁ", os pratos fazem o que seria o "TIM", e o bumbo faz o "BUM". Na musiquinha dos anões da Branca de Neve já tinha algo assim: "Eu vou eu vou para casa agora eu vou parara-tim-bum parara-tim-bum eu vou eu vou...".

Mais um mito desvendado. :)]]>
<![CDATA[Copa do Brasil]]>
Sem os 5 maiores times do país, que estão na Libertadores, a ideia inicial é que Santos, Palmeiras, Vasco e Grêmio seriam favoritos.

Mas ontem o Palmeiras penou pra vencer o "poderoso" Flamengo do Piauí, que tem o veterano Jardel no banco de reservas. O Vasco também suou para ganhar do Sousa da Paraíba. O Grêmio que deu mais sorte e conseguiu se classificar (a duras penas) contra o Araguaia do Mato Grosso (quem?).

Sendo assim na primeira rodada, dá pra supor que se o Santos (agora com Robinho) não fizer melhor, o título vai acabar indo para um time menor, como já aconteceu em outros anos (Criciúma, Juventude, Paulista, Santo André...).]]>
<![CDATA[Inter x Grêmio]]>
Só para manter o costume, vitória colorada. Há cerca de 10 anos o Inter não perde para o rival pelo campeonato gaúcho.

A verdade é que, há tempos, o tricolor da Azenha não é mais o mesmo.

Desde a ISL que quase levou à falência o time no começo da década de 2000, do centenário triste em 2003 e do rebaixamento em 2004, a autoestima gremista ficou afetada, de modo que fizeram uma festa de campeão do mundo em 2005 para um título de segunda divisão.

Que fique bem claro que foi impressionante o jogo contra o Náutico, é verdade, mas ganhar a segunda divisão era apenas a obrigação do time que anteriormente já fora denominado “imortal”. Era uma coisa para ser feito esquecido, como fez o Palmeiras, por exemplo.

Mas o tricolor preferiu, à época dizer que era melhor ser campeão da segunda divisão do que ser vice na primeira. E o que o Inter fez no ano seguinte: sendo vice na primeira (apesar que o STJD tirou o título do Colorado), distputou e foi campeão da América e do Mundo.

Em 2007 o Portoalegrense tirou forças do além e chegou até a final da libertadores com a campanha mais pífia da história: 7 derrotas. Mas os deuses do futebol não permitiram que fosse cometida uma injustiça, e o campeão, com a maior diferença da história, foi o Boca Juniors, de Palacios e Riquelme.

Enquanto o marketing do Inter, campeão de tudo, tem sido premiado, o rival não tem nem se ajudado.

As promessas de uma arena na zona norte (que seria na visão utópica dos dirigentes o estádio de Porto Alegre para a Copa), que há anos está só na maquete, também ajuda a dividir a torcida e diminuir ainda mais a autoestima.

A real é que as recentes administrações gremistas tem sido muito boas. Para nós, colorados. :)]]>
<![CDATA[Siso, de novo]]> aqui e aqui, todo meu processo de ortodontia tem suas dores mais punk.

Todo o mês, quando apertam-se os arames, seguem-se alguns dias de dor.

Mas segunda-feira da semana passada a coisa foi muito tensa. Coloquei espaçadores no segundo molar, que empurraram os vizinhos, primeiro molar e terceiro molar (vulgo siso), para dar espaço e colocar um anelzinho.

Só que esse processo é na base da força. E o meu siso não tinha nascido todo ainda. Na prática, o que aconteceu: a maior dor na boca que eu já tive.

Além de empurrar um dente que não nasceu direito e que não tem espaço (e por isso será em breve removido), o procedimento fez descolar uma pequena parte da gengiva que estava por cima do canto do dente. E inflamou.

Seguiram-se alguns dias de noites mal dormidas, muito paracetamol, que não resolvia, mesmo tomado de 3 em 3 horas.

Então na sexta falei com a dentista que receitou Toragesic. Um santo analgésico sublingual. Mas mesmo assim, de 5 em 5 horas precisava tomar outro.

Daí fui nesta última segunda consultar de novo, e tive que começar a tomar além do Toragesic um antibiótico, porque a gengiva estava com uma pequena infecção, que gerava a dor.

Bom, o tratamento foi eficiente, beleza, ontem praticamente nem sentia mais nada, mas então hoje acordei e tomei um susto.

O que faltava do bendito do dente resolveu "nascer" (eclodir) e rasgou a gengiva durante a noite. Acordei como se tivesse matado um boi com os dentes, com a boca cheia de sangue, travesseiro e fronha imprestáveis.

Passei o dia me alimentando só de sorvete, toddynho, danette e picolés, para estancar o sangramento. Tenso.

Só espero que amanhã já esteja melhor, afinal, de noite tem churrasco na casa do meu tio, e seria muito triste ter que evitar a carne.

Mas agora, pelo menos, aperto do aparelho, só depois das minhas férias, lá em março.

Um pouco de férias para a dor.]]>
<![CDATA[Rexona Energizing]]>
Como apreciador de menta, seja em balas, chicletes ou mesmo em chás, gostei do produto, a fragrância da menta é agradável e se sobressai, dando um ar esportivo, que imagino que seja o conceito do "energizante". :)

Mas achei que a fragrância durou um pouco menos em relação aos desodorantes que estou acostumado normalmente a usar, normalmente Axe.

Inclusive ultimamente não encontro nos supermercados as fragrâncias Musk e Vice. E não, o "efeito Axe" das propagandas nunca aconteceu comigo, nem quando eu usei aquele com fragrância de chocolate.

Também não vi no supermercado hoje o novo Rexona Ultra Guaraná, que fiquei curioso para conhecer. Desodorante de guaraná pra mim é novidade. Mas deve ser bom, e não duvido de mais nada, afinal o Boticário tem até perfume de vinho (Malbec).]]>
<![CDATA[O iPhone de Itu]]>
Lembro dos meus avós terem visitado a cidade nos anos 80 e trazido para mim e o meu irmão, lápis e borracha de Itu, os lápis tinham cerca de 50cm, e as borrachas, 30cm.

Pois bem, nesta quarta-feira a Apple lançou o iPad, o famoso e aguardado tablet que veio para brigar com os netbooks.

O problema é que o iPad nada mais é que um... iPhone de Itu! O iPhonão roda o mesmo sistema operacional do telefone, só tem um processador melhor, e, obviamente, uma tela maior. Mas tem todos os defeitos do seu irmão menor e mais famoso: roda apenas um aplicativo por vez, os aplicativos só podem ser adquiridos via App Store, não há entrada USB, nem saída HDMI, a memória e a bateria são internos e fixos, e o navegador web não roda animações em Flash.

O brinquedo tem de diferente o fato que poderá ser usado como e-reader. Ah, tá...

Soma-se à tudo isso o fato do iPad custar a partir de 499 dólares. E nesta versão mais barata, sem direito a acesso por 3G e com apenas 16GB de memória. O que o torna, sem a rede telefônica, não um iPhone, e sim um iPod touch tamanho família...

Um netbook da Dell, o Mini 10, custa nos EUA, 299 dólares, com processador mais rápido, HD de 160 GB, portas USB, webcam, leitor de cartões... logo, com o mesmo tamanho e muito mais utilidade que o iPhone (iPod touch) de Itu. E por 200 dólares a menos (40%).

Nem vou comentar da versão mais completa, que tem de diferente apenas a memória (64GB) e o acesso por 3G. E sai por estratosféricos (para um gadget) 829 dólares!

Um iPhone pode ser comparado a uma moto da Harley-Davidson: é grande e pesado em relação à concorrência, não tem as melhores features (velocidade, conforto, economia), mas tem toda uma questão de "charme" e "status" da marca, que é o que dizem os seus compradores para justificar o custo/benefício ruim.

Já o iPad vai partir para o mesmo lado, sendo como, sei lá, uma Harley com quatro rodas: vai ser do tamanho de um carro, mais cara que um carro e sem as features (partes boas) que um carro (na analogia, um netbook) tem.

Eu não faço questão nenhuma de comprar uma Harley. E nem um iPhone. Muito menos o de Itu.

(Em tempo, tinha me confundido e escrito "iPaq", é "iPad". iPaq é uma linha de pdas e smartphones da HP/Compaq.)]]>
<![CDATA[Postura profissional no futebol (a falta de)]]>
Justifica em parte o "pé atrás" de vários times da Europa com jogadores de determinados países (como mesmo Inter e Grêmio recentemente anunciaram que não pretendem tão cedo trazer colombianos, peruanos e equatorianos) onde inclui-se o Brasil.

O risco de uma equipe de alto nível contratar jogadores brasileiros por valores muito altos e depois perder dinheiro pela falta de ética profissional é algo.

E há de se dar razão pra eles.

Exemplos não faltam. O que foi que o Adriano fez com a Inter de Milão. O Robinho (o novo Pelé?) fez duas vezes já, com Real Madrid e agora recentemente com o Manchester City. Também o Ânderson (que chegou a ser chamado de "Andershow") tem feito com o Manchester United.

Quando estes jogadores surgem em um time grande brasileiro, logo já ficam "se achando" e praticamente forçam para sair logo do Brasil, atrás de salários ainda maiores, em euros, do sonho da "independência financeira", como se jogador bom no Brasil ganhasse mal.

Então chegam na Europa, casas enormes, carros que nem existem aqui, se deslumbram, jogam durante alguns meses, e começa a choradeira. Dificuldades com o idioma (mal sabem o português, vão se virar como?), com a comida (preferem a da mãe), com a cultura (não tem pagode com cervejada), saudades da família, saudades dos amigos que faziam farra, saudades do seu gueto, onde era um rei.

Daí começam a não jogar na Europa, porque o rendimento cai e os técnicos lá não escalam ninguém só pelo nome. E eles vão para o banco de reservas, ou às vezes, nem são relacionados para as partidas.

E ficam ainda mais tristes, acham que estão sendo injustiçados, começam a dar entrevistas falando que se é para não jogar, preferem sair, que o ambiente está ruim, que gostariam de voltar para o Brasil.

Então os clubes brasileiros fazem das tripas coração para trazer os elementos de volta, pagando salários impensáveis para 99,9% da população brasileira. E daí, dependendo da idade do jogador, o ciclo recomeça e algum tempo depois, quer ir para a Europa de novo! Em alguns casos, não conseguem ir para a Europa pela segunda vez, daí acabam jogando em locais onde há grana, mas não há competitividade, como os países árabes e também asiáticos.

Quem é o culpado? Os jogadores que não tem estudo, nem preparação psicológica? Dos dirigentes dos clubes brasileiros que mimam demais seus prodígios? Dos agentes e empresários que querem ganhar a sua parte e ajudam a estragar a cabeça dos jogadores? Das marias-chuteiras que eles arranjam e querem fama e fortuna, longe de onde nasceram? Seria um amontoado de tudo isso?

Cada caso é um caso, mas de qualquer forma, as assistentes sociais dos grandes clubes brasileiros tem uma vida difícil. Tentar ajudar uns guris sem base nenhuma, mas que mesmo enquanto juniores, já ganham bem mais do que elas, formadas, muitas vezes pós-graduadas.

E quem perde é o futebol.]]>