Desde o final do ano passado flertava com a ideia de conhecer a terra da rainha Elizabeth.
Fiz uma espécie de pesquisa indireta, com umas 50 pessoas que já foram à Londres, à Inglaterra ou mesmo à Europa.
Juntou-se à isso o que conversei com amigos que moram atualmente lá.
Estava convencido que possivelmente gostaria da experiência.
Por questões de trabalho e pessoais, acabei me decidindo mesmo a ir apenas no começo de fevereiro. Com a ajuda maravilhosa da Ciça, da Zaffari Turismo, comprei as passagens e fiz o câmbio muito rápido, e sem precisar sair do lugar. Tudo pelo e-mail e MSN.
Onde ficar? Procurei em comunidades do Orkut de brasileiros que foram ou moram em Londres, falei com dois amigos que já foram pra lá e fiquei entre duas opções de hostel: acabou vencendo o melhor localizado, apesar de pouca coisa mais caro, o
Generator.
Passagem marcada para saída de Porto Alegre dia 16, chegada em Londres na manhã do dia 17. Volta com saída dia 24 de lá à noite e chegada na manhã do dia 25 aqui na capital do chimarrão.
Tudo pela TAM, voos tranquilos entre POA-SP e SP-LON.
Chegando lá, uma fila gigantesca para a imigração. Era a babel em forma de fila, gente de tudo que é canto do mundo dando explicação para entrar (ou não) em terras britânicas.
A senhora que me entrevistou na imigração tinha cara de bunda, e me fez perguntas (muito) estúpidas, como o que eu queria ver em Londres e se eu sabia que tipo de museu era o Madame Tussaud's. Resolvido isso, passaporte carimbado, era o momento de pegar as malas e se achar na cidade.
Por sorte minha, meu amigo Fernando e a Cintia estavam me esperando na saída do desembarque. Primeiras providências, o Fernando me emprestou um Oyster card (cartão para uso no transporte público - trem e ônibus) e um chip da O2, que coloquei no outro celular que levei - o da LG! - e que dava direito a 50min de ligações pro Brasil colocando 10 libras de crédito.
Primeira parada, largar as coisas no hostel. Me impressionei positivamente. Lugar legal, boa atmosfera. Quarto pequeno, como esperado, mas limpo e simpático.
Largamos as coisas lá e fomos para o centro, onde comemos o tradicional rango inglês "fish & chips", que é um filezão de peixe frito com batatas fritas.
Se tivesse arroz, era uma "à la minuta".Nos demais dias após a quarta, o Fernando trabalhava, e não seria eu que ia atrapalhar a vida dele por lá. Comecei a dar banda por tudo sozinho, o sistema de metrô deles é à prova de idiotas. Muito simples e prático.
Visitei o Tate Modern, onde conheci pessoalmente a Cynthia e a Roberta, tirei fotos na frente da Catedral de St. Paul, fui a outros museus, pontos turísticos e tal, que vou contar por aqui aos poucos, até pra esse post não ficar muito grande (e também porque hoje é meu aniversário!).
Conheci muita gente, principalmente no hostel, onde tive como companheiros de quarto um alemão procurando emprego, um tiozão inglês apaixonado por musicais, uma australiana, um tiozão espanhol que estuda a lingua inglesa, um italiano que pouco falou, e outro australiano guia turístico que praticamente nada falou. Fora suecos, franceses, espanhóis, japoneses, chineses, portuguesas, e até brasileiros que se conhecia no saguão ou no bar.
Mas, resumidamente, foi uma baita experiência de vida, estar sozinho a 11000 km de casa, ver novas pessoas, novas culturas, um idioma que faz parte do teu dia-a-dia indiretamente, mas que não é o que tu vive...
O lugar é lindo, dá vontade de voltar, e até mesmo de ficar por lá. É literalmente, outro mundo, e diferentemente daqui do Brasil, lá as coisas funcionam.
Em breve escrevo aqui mais sobre tudo isso, de lá, atualizava as novidades pelo meu
Twitter, já que meu acesso à internet era unicamente no meu celular, o N95 guerreiro.
Já postei fotos no Fotolog, Orkut e Facebook também.
E antes de terminar, meu agradecimento a todos que me mandaram mensagens nesses 9 dias que fiquei fora de casa, seja por e-mail, sms ou twitter. Valeu!
