Neste domingo, teve mais um Inter x Grêmio. Novamente em Erechim, como no ano passado.
Só para manter o costume, vitória colorada. Há cerca de 10 anos o Inter não perde para o rival pelo campeonato gaúcho.
A verdade é que, há tempos, o tricolor da Azenha não é mais o mesmo.
Desde a ISL que quase levou à falência o time no começo da década de 2000, do centenário triste em 2003 e do rebaixamento em 2004, a autoestima gremista ficou afetada, de modo que fizeram uma festa de campeão do mundo em 2005 para um título de segunda divisão.
Que fique bem claro que foi impressionante o jogo contra o Náutico, é verdade, mas ganhar a segunda divisão era apenas a obrigação do time que anteriormente já fora denominado “imortal”. Era uma coisa para ser feito esquecido, como fez o Palmeiras, por exemplo.
Mas o tricolor preferiu, à época dizer que era melhor ser campeão da segunda divisão do que ser vice na primeira. E o que o Inter fez no ano seguinte: sendo vice na primeira (apesar que o STJD tirou o título do Colorado), distputou e foi campeão da América e do Mundo.
Em 2007 o Portoalegrense tirou forças do além e chegou até a final da libertadores com a campanha mais pífia da história: 7 derrotas. Mas os deuses do futebol não permitiram que fosse cometida uma injustiça, e o campeão, com a maior diferença da história, foi o Boca Juniors, de Palacios e Riquelme.
Enquanto o marketing do Inter, campeão de tudo, tem sido premiado, o rival não tem nem se ajudado.
As promessas de uma arena na zona norte (que seria na visão utópica dos dirigentes o estádio de Porto Alegre para a Copa), que há anos está só na maquete, também ajuda a dividir a torcida e diminuir ainda mais a autoestima.
A real é que as recentes administrações gremistas tem sido muito boas. Para nós, colorados.
