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:: quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Postura profissional no futebol (a falta de)
É ridícula a postura e a falta de profissionalismo de muitos jogadores de futebol brasileiros.

Justifica em parte o "pé atrás" de vários times da Europa com jogadores de determinados países (como mesmo Inter e Grêmio recentemente anunciaram que não pretendem tão cedo trazer colombianos, peruanos e equatorianos) onde inclui-se o Brasil.

O risco de uma equipe de alto nível contratar jogadores brasileiros por valores muito altos e depois perder dinheiro pela falta de ética profissional é algo.

E há de se dar razão pra eles.

Exemplos não faltam. O que foi que o Adriano fez com a Inter de Milão. O Robinho (o novo Pelé?) fez duas vezes já, com Real Madrid e agora recentemente com o Manchester City. Também o Ânderson (que chegou a ser chamado de "Andershow") tem feito com o Manchester United.

Quando estes jogadores surgem em um time grande brasileiro, logo já ficam "se achando" e praticamente forçam para sair logo do Brasil, atrás de salários ainda maiores, em euros, do sonho da "independência financeira", como se jogador bom no Brasil ganhasse mal.

Então chegam na Europa, casas enormes, carros que nem existem aqui, se deslumbram, jogam durante alguns meses, e começa a choradeira. Dificuldades com o idioma (mal sabem o português, vão se virar como?), com a comida (preferem a da mãe), com a cultura (não tem pagode com cervejada), saudades da família, saudades dos amigos que faziam farra, saudades do seu gueto, onde era um rei.

Daí começam a não jogar na Europa, porque o rendimento cai e os técnicos lá não escalam ninguém só pelo nome. E eles vão para o banco de reservas, ou às vezes, nem são relacionados para as partidas.

E ficam ainda mais tristes, acham que estão sendo injustiçados, começam a dar entrevistas falando que se é para não jogar, preferem sair, que o ambiente está ruim, que gostariam de voltar para o Brasil.

Então os clubes brasileiros fazem das tripas coração para trazer os elementos de volta, pagando salários impensáveis para 99,9% da população brasileira. E daí, dependendo da idade do jogador, o ciclo recomeça e algum tempo depois, quer ir para a Europa de novo! Em alguns casos, não conseguem ir para a Europa pela segunda vez, daí acabam jogando em locais onde há grana, mas não há competitividade, como os países árabes e também asiáticos.

Quem é o culpado? Os jogadores que não tem estudo, nem preparação psicológica? Dos dirigentes dos clubes brasileiros que mimam demais seus prodígios? Dos agentes e empresários que querem ganhar a sua parte e ajudam a estragar a cabeça dos jogadores? Das marias-chuteiras que eles arranjam e querem fama e fortuna, longe de onde nasceram? Seria um amontoado de tudo isso?

Cada caso é um caso, mas de qualquer forma, as assistentes sociais dos grandes clubes brasileiros tem uma vida difícil. Tentar ajudar uns guris sem base nenhuma, mas que mesmo enquanto juniores, já ganham bem mais do que elas, formadas, muitas vezes pós-graduadas.

E quem perde é o futebol.


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