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:: sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Liberdade de Expressão
O mundo anda ficando cada vez mais politicamente correto.

Se antigamente personagens de desenhos animados como Tom & Jerry, Popeye, Mickey Mouse, Pica-pau e outros apareciam nas telas fumando e bebendo, isso parece absurdo nos dias de hoje.

A propaganda principalmente dos cigarros e bebidas é cada vez mais restrita, e não vemos mais marcas como Marlboro, Camel, Hollywood e John Player Special estampadas nos carros de competição.

Bom para a saúde da população, que também cada vez mais está consciente que racismo e discriminação por causa da opção sexual, religião, nacionalidade ou ideologia político-partidária são crimes.

Até as piadas sobre minorias já não são mais tão ouvidas. Perderam a graça.

Um negro é o presidente dos Estados Unidos. Um índio é o mandatário da Bolívia. Mulheres governam Argentina, Chile e Alemanha, entre outros. No Brasil, um ex-operário e sindicalista é o chefe maior da nação.

Nas novelas e nos seriados de televisão, as chamadas minorias são mostradas.
Em House, na equipe médica há um deficiente físico, uma bissexual, um negro, um judeu e um australiano, fora o indiano que saiu na última temporada (foi trabalhar, na vida real, com Obama).
Já em Glee, esteriótipos de todos os tipos: latino, asiático, negro, cadeirante, gay, atleta burro, loira burra, judeu...

Isso é muito bom para mostrar que todos somos iguais, ajudar a acabar com preconceitos bobos que insistem em existir na sociedade. De alguma forma, ajuda nos direitos humanos.

Daí que o presidente do Brasil (o ex-operário) e seus ministros (alguns ex-terroristas) decidem lançar um programa pelos direitos humanos no país.

Na teoria, nada mais justo. Ideias boas e "modernas", como a descriminalização do aborto e a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Mas em compensação, há pontos absurdos no tal plano, como uma espécie de impedimento à justiça para retomada de terras agrárias invadidas (um benefício ao MST, que em qualquer outro país seria classificado também como um grupo terrorista) e o pior: restrição à liberdade de imprensa. Uma espécie de volta à censura? Num plano de "direitos humanos"?

Um dos maiores patrimônios da humanidade, e um dos vértices da democracia é justamente a liberdade de expressão, e ela não pode de maneira nenhuma ser restringida sob o pseudo-título de "proteção dos direitos humanos".

Particularmente não gosto do governo atual, mas não sou burro de negar os benefícios que o mesmo tem feito ao País, apesar das falhas e dos escândalos de corrupção. Entretanto, esse lado "chavista" de Lula e seus aliados assusta.

Em Cuba e na Venezuela os regimes de esquerda são ferrenhos contra a livre expressão. E eu acho que ninguém quer isso para o nosso País.

Direitos humanos, sim. Mas para todos.


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