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:: sexta-feira, 25 de setembro de 2009

As aventuras dum cabeludo em São Paulo
Terça-feira, 10 da manhã. Vinte minutos antes do esperado, está a nossa espera um Corolla zero km preto com motorista aqui em frente de casa. Saímos meio na pressa e vamos para o Salgado Filho. Esqueci de pegar a impressão da passagem. Nada que a funcionária da TAM não resolvesse rápido lá. Despachamos as malas, comprei uma revista e depois embarcamos, no horário.

Bom, era a primeira vez que eu andava de avião. E a decolagem foi bem turbulenta. Respiração funda, segurando na mão da patroa, e o voo foi tranquilo. Rango da TAM é legal, bem melhor que o da GOL, de acordo com o que a minha mãe disse. Bom, era rango mesmo, e não barra de cereal.

Chegada em SP tranquila, no aeroporto de Congonhas. A saída do aeroporto de lá é bizarra, se espera a van na rua, literalmente. É algo assim, tri parecido com o trecho de Canoas da BR116, com as ruas laterais e tal.

Hotel super bacana, Bourbon Ibirapuera. Chegamos, descarregamos as coisas e depois fomos dar uma volta. O Shopping Ibirapuera é do lado do hotel, e é grande, mas estranho. Poxa, tem uma barraca de frutas e uma de salames e queijos na parte de baixo do shopping, fora que são vários andares e os corredores são no estilo labirinto. E tem loja da TIM, Claro e Vivo em TODOS os andares. Num haviam duas lojas credenciadas da Vivo uma ao lado da outra. Fizemos um rango no McCafé de lá e o atendimento foi péssimo e atrapalhado. Ainda comprei um cinto na C&A de lá porque esqueci o meu em casa.

Saímos do Shopping e fomos dar uma caminhada pela avenida Ibirapuera, que é tipo uma Ipiranga aqui de Porto Alegre. Mas sem o Dilúvio no meio. Várias lojas de carros, Honda, Citröen, Subaru, Ford, Hyundai... Seguimos as placas para achar o parque Ibirapuera, mas depois de muitas quadras, perguntamos em uma escola e ainda estava longe. Voltamos. Na volta, passamos na loja (outlet) da Adidas, várias coisas legais com preços legais. Trouxe uma camisa do Saint-Etienne, mais uma camiseta e um par de luvas de goleiro. Tudo por 124 reais.

Considerações sobre o trânsito paulista: tenso, muito tenso. Motociclistas andam a toda entre os carros e dê-lhe buzina. Ser motociclista em Porto Alegre é muito, mas MUITO mais tranquilo. (O que mais tem em SP são emos e motociclistas). Outra, paulistanos adoram um SUV. Muitas Tucson, Sportage e Ecosport (falso SUV, mas tudo bem) nas ruas.

Quarta-feira, 9 da manhã: acordamos cedo pra tomar café no hotel (um café bem legal, com tudo que se tem direito) e voltamos pro quarto, para depois descer pro almoço. A preguiça me impediu de ir curtir a piscina do hotel, que estranhamente era do lado do restaurante.

Na quarta-feira, o resto do dia foi praticamente resumido ao evento, que contarei depois em outro post. Mas pra adiantar, saímos do hotel pouco depois das 14h e voltamos quase meia-noite. Cansados. Fiquei em 18º lugar no geral, 3º na região sul e melhor do RS. Chegamos no hotel, a Internet não funcionava. Vi tv até às 2h e capotei.

Quinta-feira, 6 da manhã, acordo e olho pro rádio-relógio. Ainda tem tempo de sono. Não queria perder o horário do café, muito menos da van que nos levaria para o aeroporto. Durmimos até às 9 e meia. Tomamos café e voltamos pro quarto pra arrumar as coisas. A Internet volta a funcionar, dá tempo de ler uns e-mails e só. Descemos pro saguão, onde ficamos conversando com o Rodrigo, paranaense que foi o melhor colocado do Sul. Vamos nós, os 4 gaúchos e os 4 paranaenses na mesma van para Congonhas.

O voo pra Porto Alegre atrasa um pouco, além de mudar de portão de embarque. Se a decolagem em Porto Alegre foi tensa, a de São Paulo foi super calma. Xarope foi ver o lugar no final da pista onde deu aquele acidente com um Airbus da TAM, igual ao que estávamos. Depois da subida, tranquilo até entrar no RS. Daí começou a ter instabilidades. Mas não foram poucas, tanto que lá pela décima eu suava nas mãos, afinal, era meio clima de filme, avião chacoalhando, luzes piscando e tal. O pouso no Salgado Filho então, foi uma bosta, comentei ainda com o pessoal do lado "será que botaram um estagiário a pilotar?".

Desembarque lento, malas demorando a chegar na esteira. Na saída, outro motorista nos esperando, mas o carro era o mesmo Corolla preto, que nos trouxe até em casa. Ainda tirei uma sonequinha no final da tarde para descansar.

Saldo da viagem: uma camisa da LG e um celular que ganhei no evento. Comprei uma revista e dois gibis, além dos artigos da Adidas e do cinto na C&A. Hotel bacana, novos amigos. Gostei de voar, tirando a chegada em Porto Alegre. Só o evento em si que teve suas falhas, que eu conto mais além. Mas o saldo foi positivo.


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