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:: terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Inter x Grêmio
Neste domingo, teve mais um Inter x Grêmio. Novamente em Erechim, como no ano passado.

Só para manter o costume, vitória colorada. Há cerca de 10 anos o Inter não perde para o rival pelo campeonato gaúcho.

A verdade é que, há tempos, o tricolor da Azenha não é mais o mesmo.

Desde a ISL que quase levou à falência o time no começo da década de 2000, do centenário triste em 2003 e do rebaixamento em 2004, a autoestima gremista ficou afetada, de modo que fizeram uma festa de campeão do mundo em 2005 para um título de segunda divisão.

Que fique bem claro que foi impressionante o jogo contra o Náutico, é verdade, mas ganhar a segunda divisão era apenas a obrigação do time que anteriormente já fora denominado “imortal”. Era uma coisa para ser feito esquecido, como fez o Palmeiras, por exemplo.

Mas o tricolor preferiu, à época dizer que era melhor ser campeão da segunda divisão do que ser vice na primeira. E o que o Inter fez no ano seguinte: sendo vice na primeira (apesar que o STJD tirou o título do Colorado), distputou e foi campeão da América e do Mundo.

Em 2007 o Portoalegrense tirou forças do além e chegou até a final da libertadores com a campanha mais pífia da história: 7 derrotas. Mas os deuses do futebol não permitiram que fosse cometida uma injustiça, e o campeão, com a maior diferença da história, foi o Boca Juniors, de Palacios e Riquelme.

Enquanto o marketing do Inter, campeão de tudo, tem sido premiado, o rival não tem nem se ajudado.

As promessas de uma arena na zona norte (que seria na visão utópica dos dirigentes o estádio de Porto Alegre para a Copa), que há anos está só na maquete, também ajuda a dividir a torcida e diminuir ainda mais a autoestima.

A real é que as recentes administrações gremistas tem sido muito boas. Para nós, colorados.



:: sábado, 30 de janeiro de 2010

Siso, de novo
Como eu já contei aqui e aqui, todo meu processo de ortodontia tem suas dores mais punk.

Todo o mês, quando apertam-se os arames, seguem-se alguns dias de dor.

Mas segunda-feira da semana passada a coisa foi muito tensa. Coloquei espaçadores no segundo molar, que empurraram os vizinhos, primeiro molar e terceiro molar (vulgo siso), para dar espaço e colocar um anelzinho.

Só que esse processo é na base da força. E o meu siso não tinha nascido todo ainda. Na prática, o que aconteceu: a maior dor na boca que eu já tive.

Além de empurrar um dente que não nasceu direito e que não tem espaço (e por isso será em breve removido), o procedimento fez descolar uma pequena parte da gengiva que estava por cima do canto do dente. E inflamou.

Seguiram-se alguns dias de noites mal dormidas, muito paracetamol, que não resolvia, mesmo tomado de 3 em 3 horas.

Então na sexta falei com a dentista que receitou Toragesic. Um santo analgésico sublingual. Mas mesmo assim, de 5 em 5 horas precisava tomar outro.

Daí fui nesta última segunda consultar de novo, e tive que começar a tomar além do Toragesic um antibiótico, porque a gengiva estava com uma pequena infecção, que gerava a dor.

Bom, o tratamento foi eficiente, beleza, ontem praticamente nem sentia mais nada, mas então hoje acordei e tomei um susto.

O que faltava do bendito do dente resolveu "nascer" (eclodir) e rasgou a gengiva durante a noite. Acordei como se tivesse matado um boi com os dentes, com a boca cheia de sangue, travesseiro e fronha imprestáveis.

Passei o dia me alimentando só de sorvete, toddynho, danette e picolés, para estancar o sangramento. Tenso.

Só espero que amanhã já esteja melhor, afinal, de noite tem churrasco na casa do meu tio, e seria muito triste ter que evitar a carne.

Mas agora, pelo menos, aperto do aparelho, só depois das minhas férias, lá em março.

Um pouco de férias para a dor.


Rexona Energizing
Recentemente recebi pelos correios um envelope gordinho da Unilever. Era uma simpática amostra em spray (14ml/10g) do novo desodorante "Rexona Men Body Energezing", na versão Triple Mint.

Como apreciador de menta, seja em balas, chicletes ou mesmo em chás, gostei do produto, a fragrância da menta é agradável e se sobressai, dando um ar esportivo, que imagino que seja o conceito do "energizante".

Mas achei que a fragrância durou um pouco menos em relação aos desodorantes que estou acostumado normalmente a usar, normalmente Axe.

Inclusive ultimamente não encontro nos supermercados as fragrâncias Musk e Vice. E não, o "efeito Axe" das propagandas nunca aconteceu comigo, nem quando eu usei aquele com fragrância de chocolate.

Também não vi no supermercado hoje o novo Rexona Ultra Guaraná, que fiquei curioso para conhecer. Desodorante de guaraná pra mim é novidade. Mas deve ser bom, e não duvido de mais nada, afinal o Boticário tem até perfume de vinho (Malbec).



:: quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O iPhone de Itu
Para quem não conhece a fama de Itu, a cidade é conhecida por ter as coisas em tamanho exagerado.

Lembro dos meus avós terem visitado a cidade nos anos 80 e trazido para mim e o meu irmão, lápis e borracha de Itu, os lápis tinham cerca de 50cm, e as borrachas, 30cm.

Pois bem, nesta quarta-feira a Apple lançou o iPad, o famoso e aguardado tablet que veio para brigar com os netbooks.

O problema é que o iPad nada mais é que um... iPhone de Itu! O iPhonão roda o mesmo sistema operacional do telefone, só tem um processador melhor, e, obviamente, uma tela maior. Mas tem todos os defeitos do seu irmão menor e mais famoso: roda apenas um aplicativo por vez, os aplicativos só podem ser adquiridos via App Store, não há entrada USB, nem saída HDMI, a memória e a bateria são internos e fixos, e o navegador web não roda animações em Flash.

O brinquedo tem de diferente o fato que poderá ser usado como e-reader. Ah, tá...

Soma-se à tudo isso o fato do iPad custar a partir de 499 dólares. E nesta versão mais barata, sem direito a acesso por 3G e com apenas 16GB de memória. O que o torna, sem a rede telefônica, não um iPhone, e sim um iPod touch tamanho família...

Um netbook da Dell, o Mini 10, custa nos EUA, 299 dólares, com processador mais rápido, HD de 160 GB, portas USB, webcam, leitor de cartões... logo, com o mesmo tamanho e muito mais utilidade que o iPhone (iPod touch) de Itu. E por 200 dólares a menos (40%).

Nem vou comentar da versão mais completa, que tem de diferente apenas a memória (64GB) e o acesso por 3G. E sai por estratosféricos (para um gadget) 829 dólares!

Um iPhone pode ser comparado a uma moto da Harley-Davidson: é grande e pesado em relação à concorrência, não tem as melhores features (velocidade, conforto, economia), mas tem toda uma questão de "charme" e "status" da marca, que é o que dizem os seus compradores para justificar o custo/benefício ruim.

Já o iPad vai partir para o mesmo lado, sendo como, sei lá, uma Harley com quatro rodas: vai ser do tamanho de um carro, mais cara que um carro e sem as features (partes boas) que um carro (na analogia, um netbook) tem.

Eu não faço questão nenhuma de comprar uma Harley. E nem um iPhone. Muito menos o de Itu.

(Em tempo, tinha me confundido e escrito "iPaq", é "iPad". iPaq é uma linha de pdas e smartphones da HP/Compaq.)


Postura profissional no futebol (a falta de)
É ridícula a postura e a falta de profissionalismo de muitos jogadores de futebol brasileiros.

Justifica em parte o "pé atrás" de vários times da Europa com jogadores de determinados países (como mesmo Inter e Grêmio recentemente anunciaram que não pretendem tão cedo trazer colombianos, peruanos e equatorianos) onde inclui-se o Brasil.

O risco de uma equipe de alto nível contratar jogadores brasileiros por valores muito altos e depois perder dinheiro pela falta de ética profissional é algo.

E há de se dar razão pra eles.

Exemplos não faltam. O que foi que o Adriano fez com a Inter de Milão. O Robinho (o novo Pelé?) fez duas vezes já, com Real Madrid e agora recentemente com o Manchester City. Também o Ânderson (que chegou a ser chamado de "Andershow") tem feito com o Manchester United.

Quando estes jogadores surgem em um time grande brasileiro, logo já ficam "se achando" e praticamente forçam para sair logo do Brasil, atrás de salários ainda maiores, em euros, do sonho da "independência financeira", como se jogador bom no Brasil ganhasse mal.

Então chegam na Europa, casas enormes, carros que nem existem aqui, se deslumbram, jogam durante alguns meses, e começa a choradeira. Dificuldades com o idioma (mal sabem o português, vão se virar como?), com a comida (preferem a da mãe), com a cultura (não tem pagode com cervejada), saudades da família, saudades dos amigos que faziam farra, saudades do seu gueto, onde era um rei.

Daí começam a não jogar na Europa, porque o rendimento cai e os técnicos lá não escalam ninguém só pelo nome. E eles vão para o banco de reservas, ou às vezes, nem são relacionados para as partidas.

E ficam ainda mais tristes, acham que estão sendo injustiçados, começam a dar entrevistas falando que se é para não jogar, preferem sair, que o ambiente está ruim, que gostariam de voltar para o Brasil.

Então os clubes brasileiros fazem das tripas coração para trazer os elementos de volta, pagando salários impensáveis para 99,9% da população brasileira. E daí, dependendo da idade do jogador, o ciclo recomeça e algum tempo depois, quer ir para a Europa de novo! Em alguns casos, não conseguem ir para a Europa pela segunda vez, daí acabam jogando em locais onde há grana, mas não há competitividade, como os países árabes e também asiáticos.

Quem é o culpado? Os jogadores que não tem estudo, nem preparação psicológica? Dos dirigentes dos clubes brasileiros que mimam demais seus prodígios? Dos agentes e empresários que querem ganhar a sua parte e ajudam a estragar a cabeça dos jogadores? Das marias-chuteiras que eles arranjam e querem fama e fortuna, longe de onde nasceram? Seria um amontoado de tudo isso?

Cada caso é um caso, mas de qualquer forma, as assistentes sociais dos grandes clubes brasileiros tem uma vida difícil. Tentar ajudar uns guris sem base nenhuma, mas que mesmo enquanto juniores, já ganham bem mais do que elas, formadas, muitas vezes pós-graduadas.

E quem perde é o futebol.



:: segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Um novo mundo é possível. Na marra?
Começou mais um Fórum Social Mundial em Porto Alegre.

Na verdade, o evento veio minguado, pois além de descentralizado, ainda foi mais "espraiado" já que parte dos eventos de Porto Alegre acontecem nas cidades vizinhas, que o partido do presidente governa e teoricamente são mais engajadas com a "luta".

O evento tem muito de propaganda socialista. Mas já está provado que o sistema não funciona. Vide ex-URSS e demais países do Leste Europeu.

O que dizer de Cuba e da Coreia do Norte?

É de se deixar bem claro que algumas práticas do socialismo são louváveis nestes dois países, como a saúde em Cuba e a educação na Coreia (uma das menores taxas de analfabetismo do mundo).

Mas, a que preço? As pessoas não podem pensar diferente do governo, não podem prosperar e ganhar o seu dinheiro, não podem ter direito à informação ou a bens?

Se fosse tão bom, porque tantos cubanos e norte-coreanos fugiriam de seus países?

Enquanto isso, na vizinha Venezuela, o presidente (ditador?) Chavez quer cada vez mais isolar a Venezuela do mundo. As últimas dele: acabar com o cunho capitalista de empresas (!!!) e fechar rádios e canais de tv a cabo por não passarem um discurso dele.

O presidente do Irã, outro socialista, nega o holocausto e diz que não há homossexuais no seu país.

Se o socialismo é tão bom, porque em Cuba e na China há censura na internet, e blogueiros são torturados e presos?

E alguém já viu um norte-coreano na Internet? Não, óbvio. Porque não pode, o "senhor supremo" do país não permite.

E é com medo que eu vejo a parte do "plano de direitos humanos" do governo Lula que pode virar uma nova espécie de censura.

Eles querem “um novo mundo possível”, mas na marra?



:: sábado, 23 de janeiro de 2010

Se eu compraria uma Burgman de novo
Já me perguntaram mais de uma vez, então eu respondo aqui.

Quando eu comprei a Burgman, ela era a melhor escolha disparado entre as scooters disponíveis no mercado.

Era outubro de 2006 e as outras eram Sundown Future, Garini 150cc, e Yamaha Neo (na época, ainda do modelo velho). E todas ainda eram mais caras que a Burgman, mesmo com desempenho inferior. Fácil explicar porque a Burgman virou líder de mercado, não?

Naquela época, a motoca custava 5600 reais, e fiz financiado em 36x de 239 reais. Só que adiantando as parcelas, tinha um baita desconto, então acabei pagando em 18 meses e tendo mais de 1000 reais de desconto no total do financiamento.

Hoje o mercado tem mais opções: a Neo teve uma mudança no visual, a Dafra lançou a gêmea da Burgman com injeção e a Honda tem a Lead. Das demais (Future, Laser, HaoBao) nem comento. Os preços cairam também para pagamento à vista (mas subiram no total do financiamento).

Enfim, hoje, é possível que não pegasse uma Burgman novamente, não pela qualidade, até porque a minha não incomodou em mais de 3 anos, mas pelo mercado em si, não só de scooters mas de motos em geral.

Mas na época que eu comprei, com certeza foi a melhor compra que eu poderia ter feito.



:: sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Liberdade de Expressão
O mundo anda ficando cada vez mais politicamente correto.

Se antigamente personagens de desenhos animados como Tom & Jerry, Popeye, Mickey Mouse, Pica-pau e outros apareciam nas telas fumando e bebendo, isso parece absurdo nos dias de hoje.

A propaganda principalmente dos cigarros e bebidas é cada vez mais restrita, e não vemos mais marcas como Marlboro, Camel, Hollywood e John Player Special estampadas nos carros de competição.

Bom para a saúde da população, que também cada vez mais está consciente que racismo e discriminação por causa da opção sexual, religião, nacionalidade ou ideologia político-partidária são crimes.

Até as piadas sobre minorias já não são mais tão ouvidas. Perderam a graça.

Um negro é o presidente dos Estados Unidos. Um índio é o mandatário da Bolívia. Mulheres governam Argentina, Chile e Alemanha, entre outros. No Brasil, um ex-operário e sindicalista é o chefe maior da nação.

Nas novelas e nos seriados de televisão, as chamadas minorias são mostradas.
Em House, na equipe médica há um deficiente físico, uma bissexual, um negro, um judeu e um australiano, fora o indiano que saiu na última temporada (foi trabalhar, na vida real, com Obama).
Já em Glee, esteriótipos de todos os tipos: latino, asiático, negro, cadeirante, gay, atleta burro, loira burra, judeu...

Isso é muito bom para mostrar que todos somos iguais, ajudar a acabar com preconceitos bobos que insistem em existir na sociedade. De alguma forma, ajuda nos direitos humanos.

Daí que o presidente do Brasil (o ex-operário) e seus ministros (alguns ex-terroristas) decidem lançar um programa pelos direitos humanos no país.

Na teoria, nada mais justo. Ideias boas e "modernas", como a descriminalização do aborto e a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Mas em compensação, há pontos absurdos no tal plano, como uma espécie de impedimento à justiça para retomada de terras agrárias invadidas (um benefício ao MST, que em qualquer outro país seria classificado também como um grupo terrorista) e o pior: restrição à liberdade de imprensa. Uma espécie de volta à censura? Num plano de "direitos humanos"?

Um dos maiores patrimônios da humanidade, e um dos vértices da democracia é justamente a liberdade de expressão, e ela não pode de maneira nenhuma ser restringida sob o pseudo-título de "proteção dos direitos humanos".

Particularmente não gosto do governo atual, mas não sou burro de negar os benefícios que o mesmo tem feito ao País, apesar das falhas e dos escândalos de corrupção. Entretanto, esse lado "chavista" de Lula e seus aliados assusta.

Em Cuba e na Venezuela os regimes de esquerda são ferrenhos contra a livre expressão. E eu acho que ninguém quer isso para o nosso País.

Direitos humanos, sim. Mas para todos.



:: quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

E se eu tivesse ganho a Mega-Sena
No último dia do ano passado, a "Mega-Sena da Virada" pagou o maior prêmio da história das loterias no País.

Foram 145 milhões de reais de prêmio, distribuídos entre dois ganhadores, um de Brasília (que gerou a dúvida se não seria algum político) e outro do interior de São Paulo. 70 e poucos milhões pra cada um.

Com essa grana, se deixar paradinha na poupança, dá uns 300 mil reais de rendimento por mês. Quase 700 salários mínimos (ou o salário de um bom jogador como, sei lá, o Rogério Ceni).

Já que eu não ganhei mesmo (na real, não acertei nenhum número nos 4 bilhetes que fiz!), dá pra contar os planos que eu tinha feito se tivesse ganho pelo menos uns 10 milhõezinhos da bolada:

1º- antes de qualquer coisa, quitaria todas as dívidas da família: financiamento de carro, casa, carnês em geral, etc;
2º- criava uma produtora pra produzir profissionalmente e colocar o Rock Gaúcho na TV em uma emissora de maior alcance e prestígio, assim como lançar coletâneas e álbuns das bandas novas, que não tem apoio nenhum;
3º- tirava umas férias de verdade, passando umas 3 semanas conhecendo lugares que sempre quis visitar, Portugal, Espanha, Itália...;
4º- entrava em contato com instituições sérias, como a AACD, APAE, Lar Santo Antônio, pra ajudar no que eles precisassem;
5º- compraria um apartamento bacana, tipo cobertura, mas aqui na Zona Sul de Porto Alegre, que é o meu lugar;
6º- gravava e lançava, depois de 12 anos, o CD do Projeto Ladislau;
7º- alugaria um camarote no Beira-Rio, pra poder ver os jogos bem acomodado e levar os amigos;
8º- continuaria trabalhando, mas nunca mais atenderia o telefone nas férias ou fora do horário de expediente, muito menos voltaria de férias para ir à empresa ter uma reunião.

Isso seria o básico, mais que isso nem dá pra pensar. Não ganhei mesmo.



:: segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

3G no Litoral
Há exatamente um ano eu tinha minha experiência frustrante com o modem 3G da Brasil Telecom (hoje Oi) do meu irmão em Tramandaí.

Era um quebra-galho, no máximo, com velocidade sofrível.

Pois bem, para esse verão, resolvi eu mesmo adquirir um modem na minha operadora (Vivo) para os meus momentos no litoral.

Usando os pontos que eu tinha no programa de fidelidade da operadora, comprei por 50 reais o modem, da marca Huawei (que nunca tinha ouvido falar) e assinei o plano ilimitado (na promoção dos 3 primeiros meses por R$39.90).

Chegando ao litoral, resolvi testar o modem. E descobri que existe banda larga móvel de verdade. No feriado do ano novo, a exceção, com a conexão instável. Mas nos outros dias, velocidades constantes entre 300 e 2000kbps. Bem diferente do conseguido com o equipamento do meu irmão.

Em tempo, ele continua com o mesmo modem e mesmo plano do ano passado. Fomos testar para ver se a BrT/Oi havia, de repente, melhorado a sua infraestrutura no litoral gaúcho e... surpresa! Conseguiu ficar ainda pior! Conexão instável sempre, velocidades sofríveis.

Acabei compartilhando a conexão via wi-fi para os meus irmãos usarem, e todo mundo navegando via 3G da Vivo na praia.

A velocidade, inclusive, bem razoável para navegar em vídeos do YouTube e eventualmente baixar algum arquivo.

Me surpreendi positivamente com a Vivo. Acho que antes de mais nada, é sinal de qualidade e de respeito com o consumidor gaúcho.



:: domingo, 10 de janeiro de 2010

Ainda sobre carros no Brasil
Volta e meia alguém "nota" e comenta que os preços dos carros aqui são (muito) maiores que nos EUA, Europa, Japão, e mesmo nos latinoamericanos México e Chile.

Daí a primeira coisa que falam é "aqui tem muito imposto". Já disse isso aqui, mas também já foi comprovado por matérias de várias revistas que não são só os impostos os culpados pela diferença absurda.

A margem de lucro aqui é a maior do mundo. Por isso toda montadora quer vir para cá.

Tanto que a GM estava quebrada na Europa (Opel) e nos EUA, mas no Brasil dando lucros absurdos. Porquê? Óbvio: porque aqui o lucro é muito maior.

Peguei o exemplo da GM porque aqui em casa gostávamos dos carros deles, até o final da década de 1990.

Eu tive um Kadett (94) e um Corsa (98), meu irmão um Corsa (96), meu pai um Corsa (00) depois um Vectra (97). A qualidade dos Corsas era muito superior à vista hoje no Celta (puro plástico), que é baseado no antigo Corsa.

Os motores da GM - e que equipam também os Fiat 1.8 - são os mesmos de 20 anos atrás. Quem tem hoje um Corsa (ou Palio, Punto, Dobló...) com motor 1.8 tem basicamente o mesmo motor de um Monza 1988 (melhorado, mas não muito).

A qualidade caiu visivelmente (o acabamento dos Monzas, Vectras, e mesmo mais antigamente, dos Opalas, é muito superior ao de hoje em dia), investimentos em pesquisa e novos modelos foi baixo (a GM lançou o Agile depois de vários anos sem lançar nada) e os preços subiram. Mais margem de lucro.

O brasileiro engole qualquer coisa. O argentino não é muito diferente, mas já tem opções melhores e mais baratas. Em compensação o chileno tem o que há de mais moderno em veículos (nem falei em eletrônicos - mas um Playstation 2 custa mais de 800 reais no site da Sony!) por preços mais justos.

Também volto a falar sobre um carrinho a qual sou simpático. Um jipinho da Suzuki, o Jimny, custa no Chile o equivalente a 28 mil reais. Nada muito absurdo, apesar de ter motor 1.3, ele tem tração 4x4 e é completinho. Aqui custa pouco mais que o dobro, 56900 reais. Vale isso? Com certeza não são só os impostos.

Enquanto isso, no México, se vende o Honda City fabricado no Brasil por menos da metade do preço praticado aqui. E mais completo. Não. Definitivamente não são só os impostos.



:: quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Mensagem de Ano Novo
Final de ano é tempo de reflexão e de renovação.

É hora de planejar o ano novo que se inicia, de se traçar objetivos, sem limites, até porque a utopia nos faz caminhar.

Que neste próximo ano, possamos exercitar mais a tolerância, o respeito e o carinho para com as possíveis e por vezes necessárias diferenças, falhas e erros tanto nossos como dos outros.

Que nos permitamos ser melhores filhos, amigos, pais, irmãos e cidadãos.

Enfim, que possamos no amanhã nos tornarmos melhores e mais evoluídos seres humanos do que somos hoje e certamente, do que fomos ontem.

Então, que tu, e teus próximos, tenham um ótimo 2010, Com tudo de bom, paz, alegria e sucesso.

Abraços e Beijos!


Retrospectiva 2009
É, 31 de dezembro, mais um ano que termina.

E com saldo positivo, graças à Deus.

Foi um ano agitado, corrido, com muito trabalho, bons e maus momentos.

Mas foram mais bons do que maus momentos, e é isso que importa.

Em 2009 realizei algumas aspirações, como andar de avião, trocar de carro, me formar na pós-graduação e trocar meu antigo celular por um smartphone.

Algumas ideias que eu tinha, como de fazer uma viagem de férias, trocar de moto e ser promovido no trabalho. A viagem foi porque não rolou mesmo, a moto foi porque além do mercado não lançar nada de interessante pra mim, além do que eu gastei mais na troca do carro que o previsto, e quanto à promoção, foi porque a minha empresa continua sem um plano de cargos e salários, logo, ninguém foi promovido.

Ganhei amigos, mas também perdi. Amei, fui amado. Possivelmente decepcionei pessoas, assim como pessoas também me decepcionaram.

Vi as finais do Gauchão, da Copa do Brasil, da Recopa e mais a última rodada do Brasileirão no Beira-Rio. Mas foram só os títulos do Gauchão que vieram, nos demais, 3 vices no ano do Centenário Colorado. Mas comparando com outros clubes que fizeram fiasco no ano do seu centenário, até que não foi ruim, pelo contrário. Em 2010, o Inter volta pra Libertadores e lá estarei no Beira-Rio novamente.

O Rock Gaúcho na TV, mesmo sem patrocínio se firmou como um palco para as bandas gaúchas, principalmente as independentes, se mostrarem na mídia.

Até apareci no Fantástico neste ano que termina.

Voltei para a academia, doei um computador para um guri que meu colega ajuda, comprei um videogame (o XBox 360 que eu estava namorando desde o final de 2008, tratei os meus joelhos, ajudei na inclusão digital deixando meu notebook antigo para a minha mãe, coloquei aparelho nos dentes novamente depois de 15 anos, troquei a linha telefônica e a conexão ADSL lá de casa da Brasil Telecom para a GVT.

Enfim, foi um ano cheio. E um ano bom. Que 2010 seja ainda melhor, com mais coisas boas e menos coisas ruins.



:: segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Burgman 200 no Brasil
Esse boato já existe desde que lançaram a 125, quase 5 anos atrás.

Quando eu comprei a minha em outubro de 2006, o vendedor já falava "começo do próximo ano ela chega"... e veio 2007, 2008, 2009... e está chegando 2010. E nem a 125 mudou, quanto mais a Suzuki (J. Toledo) lançou algo novo no país.

Várias revistas já "previram" o lançamento da Burgman 200 no Brasil.

Bom, mas na prática se viu que não vai rolar.

Em tempo, as motos vendidas pela J. Toledo ou são de baixa cilindrada feitas na China (AN, EN e GN125, vulgas "Burgman", "Yes" e "Intruder") ou são de alta cilindrada mas modelo defasado no exterior (todas as outras).

Como não fabricam Burgman 200 na China, nem tampouco devem existir modelos de anos anteriores sobrando para mandar para cá, logo, não virá, ao menos enquanto a Suzuki não estiver com presença real no Brasil (a J. Toledo é apenas uma representante que monta motos em território nacional, não "fabrica" nada).



:: quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Natal
Mensagem de Natal normalmente é sempre a mesma coisa.

Papais-noéis, árvores, estrelas-cadentes e assemelhados brotam do nada estão por tudo à nossa volta: ruas, casas, lojas, sites, e-mails.

Mas Natal não é só isso, só Papai Noel e presentes.

É final de ano é por tradição, tempo de reflexão e de renovação. Mesmo que muitas coisas não mudem, nem tenham como mudar.

Mas é hora de planejar o ano novo, de se repensar o que se fez nesse 2009, e o que se pode melhorar para o ano que vem.

E também, claro, hora de desejar a todos, e principalmente a quem se gosta, tudo de bom. A utopia aquela, de que o mundo seja mais justo e a vida mais alegre. E que este desejo seja cada vez menos utópico e sim, mais real e consistente.

Logo, independente da religião, Natal é vida. E isso é fato.

Então, a todos, um ótimo Natal! Muita paz e sucesso na busca dos objetivos, e que estas sejam sempre para o bem.

Abraços e Beijos!



:: sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Flamengo Hexacampeão
Tudo ocorreu como previsto: o Inter bateu o Santo André em casa (e eu estava lá), mas o time da Azenha cumpriu a promessa e entregou o jogo para o rubro-negro carioca, que agradeceu e comemorou o título.

Daí a polêmica: a CBF não reconhece o título nacional de 1987 do Flamengo.

Bom, eu era pequeno mas acompanhava o futebol, e completei aquele álbum de figurinhas da chamada "Copa União".

Para quem desconhece a história do campeonato daquele ano: A CBF andava tão bagunçada que não conseguiu organizar o brasileirão daquele ano, e chegou a declarou que não o faria. Os clubes tiveram que organizar sozinhos (e foi quando surgiu o "Clube dos 13") e criaram o torneio que foi chamado de Copa União, que serviria como Campeonato Brasileiro daquele ano.

Daí no meio da Copa União, a CBF resolveu montar um campeonato com os times menores, e simplesmente impôs que os dois primeiros daquele torneio (que seria equivalente à segunda divisão) teria que jogar com os dois primeiros da Copa União para decidir o título brasileiro, mas o Clube dos 13 nunca concordou com isso. Porque é ridículamente absurdo.

E então os melhores colocados do torneio, Sport e Guarani foram a campo e ganharam de Flamengo e Inter por WO. E a CBF oficializou-os como campeão e vice daquele ano.

Que fique bem claro: o Sport jogou só contra times menores, e foi beneficiado pela CBF que queria fazer um quadrangular com os 2 primeiros do que seria a primeira divisão (Inter e Flamengo)
contra os dois melhores do que seria a segunda divisão, valendo o título.

É como se hoje, chamassem Guarani e Vasco pra jogar com Inter e Flamengo valendo o titulo nacional de 2009 e as vagas na libertadores de 2010. Injusto, não?

Mas foi o que aconteceu.

Inter e flamengo se negaram à essa várzea e, no papel, o titulo de 1987 foi para o Sport.

Mas o campeão de fato e que jogou contra os times grandes e foi o Flamengo (de Zico, Júnior, Andrade, Zinho...). E o Inter (de Taffarel, Winck, Amarildo, Balalo...) foi vice.



:: terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O país do "não dá nada"
Desde que me conheço por gente, e em fevereiro completo 30 anos, vejo que o brasileiro sempre tem "jeitinho" para tudo.

E algo que preocupa é o sentimento de impunidade que vemos todos os dias.

Seja no trânsito, com o motorista do ônibus que não para no ponto ou o motoboy que anda por cima da calçada, seja nas escolas, onde alunos depredam, brigam com professores e não respeitam ninguém, a frase mais ouvida é "não dá nada".

A cultura de impunidade chega a ser ridícula de tão absurda. Pessoas estacionam nas vagas para deficientes, fumantes ignoram a proibição, funcionários de empresa de tv por assinatura vendem aparelhos com sinal liberado. Se vê de tudo.

E é comum em qualquer cidade. Desrespeito às regras, sejam elas quais forem. Nas pequenas, a desculpa é que "é interior". Nas grandes, que "todo mundo faz". As pessoas querem sempre ver apenas o seu lado, levar vantagem em tudo, sem se importar com as consequências.

E assim dão golpe em seguradoras, se lixando se isso aumentará o valor do seguro para todos. Da mesma forma "gatos" de água, luz e telefone. No final, todos pagamos a conta.

Recentemente o francês Henry se desculpou e disse ter remorso de ter usado a mão para dominar a bola jogo da França contra a Irlanda que classificou seu time para a Copa do Mundo. Chegou a pedir a realização de nova partida. Fosse no Brasil, isso não aconteceria. Questão de cultura.

E vivendo em uma cultura de impunidade, é hipocrisia achar que políticos não contratariam parentes e nem fariam tantas falcatruas como lemos todos os dias. É o povo que elege seus representantes, e parece meio óbvio que as pessoas votem nos seus semelhantes.

Se a educação é a base de tudo e até em grêmios estudantis há desvios de verbas, algo está muito errado.

A criança e o adolescente que vêem o pai desrespeitando as leis de trânsito e mesmo regras informais de boa convivência social, dificilmente vão ser adultos corretos.

O bom exemplo vem de casa.

O governo também não ajuda. Países sérios incentivam o controle de natalidade, e aqui se faz o contrário, com bolsa-família, demais auxílios de acordo com a quantidade de filhos, ajudando a criar uma geração de acomodados, dependentes do governo.

"Não dá nada", é o que se houve por aí em relação à muita coisa que é ou está errada. Nossos carros e motos são mais caros do que qualquer lugar do mundo, mas "não dá nada", aqui é possível parcelar em 5 ou 6 anos (com juros altos, mas "não dá nada", a prestação cabe no bolso).

Eletrônicos aqui custam até 4 vezes mais caro que nos Estados Unidos. Mas "não dá nada", sempre tem algum conhecido que traz por menos, via Miami ou Paraguai.

Que futuro esperar de uma geração que aprende que não importa o que faça, que "não dá nada"?



:: segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ficou pra última rodada
Quase que aconteceu o improvável no Brasileirão.

Se o Inter e o Palmeiras ganhassem, o Sâo Paulo perdesse e o Flamengo empatasse, todos chegariam à última rodada com 62 pontos.

Parecia pouco provável, mas todos fizeram a sua parte. Faltou o Corinthians oferecer alguma resistência ao rubro-negro carioca, que ganhou o jogo e é virtualmente o campeão, já que pega o Grêmio na última rodada.

Em tese, Inter, São Paulo e Palmeiras tem chances, desde que o Flamengo não vença o time da Azenha.

Mas se o Grêmio passou o campeonato inteiro sendo saco de pancadas fora de casa (ganhou apenas uma partida assim, do rebaixado Náutico), não seria na última rodada, contra um embalado Flamengo num Maracanã lotado que ia fazer o crime.

Não apenas pelo fato do Grêmio jogar mal fora de casa normalmente. É que a hipotética vitória tricolor no Rio de Janeiro daria a possibilidade clara de título justamente ao Inter, que joga contra um praticamente rebaixado Santo André num Beira-Rio que certamente também vai estar cheio.

É possível, mas eu acho muito pouco provável que o título escape do Flamengo.

De qualquer maneira, ficou tudo para a 38ª rodada, no próximo domingo, dia 6 de dezembro.


Burgman ou Lead?
Volta e meia me perguntam: Burgman ou Lead?

Pois bem... O problema da Lead é o limitador de velocidade e a cara de Biz, fora isso, é mais evoluída que todas as concorrentes.

E a barbada é que com 2000 de entrada, a Honda tá fazendo o saldo com juro zero.

Mas, poxa cortar a velocidade a 80km/h é sacanagem.

(Ah, eu tenho uma Burgman há 3 anos, e não tenho queixas).

Muitos acham que a Honda está certa, e que o Lead, como qualquer outro scooter de rodas pequenas, é um veículo estritamente urbano.

A Biz em tese é um veículo tão urbano quanto o Lead, até pelo tanque de 4 litros, mas tem aos montes nas estradas, a mais de 100km/h.

Como o brasileiro "comum" não tem grana para ter uma moto para a cidade e outra para a estrada, a Lead deveria sim, ter um limite mais alto de velocidade. Tem gente mexendo nela já pra tirar o limite, o problema é que perde a garantia. E apesar de ser Honda, a Lead é tão chinesa quanto a Burgman, logo, perder a garantia não é um bom negócio.

A Neo peca por ter pneus finos demais, com câmara, menos potência e aparência de cub, não de scooter.

Em tempo, quando for trocar, só trocarei a minha Burgman por algo mais potente.



:: sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Rock Gaúcho na TV
E nesta sexta tem mais um programa inédito do Rock Gaúcho na TV.

No programa de número 48, uma matéria com a The Wendy, gravada no Studio Brothers.

Também no programa, clipes da Stereofonica, Sociedade Bico de Luz e no quadro "Você no Rock Gaúcho na TV" o vídeo da Razão Zero.

No mesmo dia, hora e canal de sempre: sexta-feira, 20 horas, canal 6 da NET. Ou no www.poatv.org.

Todos os programas anteriores estão disponíveis no renovado Portal do Rock Gaúcho: www.rockgaucho.com.br.


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